CIÊNCIA E RELIGIÃO, DIFERENÇAS OU
SEMELHANÇAS?
DAWCKINS,
Richard. A ciência é uma religião? [S.I.].
Filedu, 2002. Disponível em: http://www.filedu.com/rdawckinsacienciaeumareligião.html. Acesso em 10
de agosto, 16:30:30.
O eterno e tradicional
confronto entre ciência e religião traz neste artigo a seguinte polêmica: A
ciência é uma religião? Este foi um questionamento que fizeram a Richard Dawckins
e que o impulsionou a discorrer de forma tão contundente sobre os males
causados por algumas correntes religiosas.
Dawckins trata em cinco
páginas e sem uma sistematização em capítulos, os polêmicos contrastes entre a
fé religiosa e a razão defendida pela ciência, chegando, em algumas vezes, a
ser radical quanto à forma “fantasiosa” como a religião busca dar respostas aos
mais diversos enigmas da humanidade.
A palestra proferida
pelo referido autor em 1996, conclui baseada em evidências verificáveis que a
ciência se distancia da religião, onde a fé pode construir um muro
intransponível, sem os quais não poderia explicar fenômenos que acontecem ou
aconteceram no decorrer da história, não somente bíblica, mas de modo geral.
Questiona-se também se a fé não seria danosa para a humanidade, visto que é
fundamentado nela que os terroristas islâmicos provocam as grandes catástrofes
que constantemente se veem na mídia.
Diante de vários fatos
a ciência contesta a veracidade bíblica e a forma como a mesma prega que o
universo fora criado. Diferente da religião, os fatos investigados e
descobertos pela ciência sempre serão passíveis de verificação, de modo que
várias gerações de cientistas sempre poderão confirmar a exatidão de tais
descobertas. Ainda que ciência e religião operem na mesma direção, e busquem
respostas para as mesmas questões, a segunda baseia-se somente na fé, o que
Dawckins critica pois, segundo ele, a fé é desprovida de provas e evidências
concretas.
Contesta-se também o
modo como a educação religiosa é tratada em alguns países , segundo Dawckins,
caracteriza-se um abuso mental o fato de a educação religiosa ser exigida por
lei, e a mesma ter, segundo ele, carga horária superior à de ciências de modo
que, assim, assimilar-se-á com mais êxito as teorias religiosas em detrimento
das verdades científicas.
No entanto, este
contexto no mínimo não se encaixa com a realidade brasileira, pois, até onde se
sabe, se compararmos as horas de aulas de Ensino Religioso (1h/semana) com as
de ciências (3h/semana) constataremos que a ciência é sim priorizada em nosso
país, e se então somarmos com as demais ciências como Matemática (5h/semana),
Química (3h/semana em algumas séries) e outras ciências, veremos que o autor falta
com a verdade quando fala que na escola se prioriza a religião em detrimento do
estudo da ciência.
A ciência prega que
seus feitos e descobertas são passíveis de verificação, no entanto, quanto à
veracidade do evolucionismo defendido pela ciência, “verificou-se que há uma
chance de dez elevado a dois bilhões de zeros. Isto significa que não existe
chance nenhuma” (MALAFAIA apud Schwartzemberg, 2009, p.10). Os evolucionistas,
porém, afirmam categoricamente que a evolução aconteceu, mas, em um processo
tão lento que não pode ser observado.
Perguntamos: se
o que não pode ser observado e experimentado não pode ser considerado
científico (inclusive esta é a razão que tem levado os cientistas a rejeitarem
a revelação teológica), como os evolucionistas chegaram à conclusão de que há
bilhões de anos houve uma explosão que originou o universo? [...] afinal, há
bilhões de anos não havia ninguém para testemunhar essa possível explosão.
Logo, a teoria evolucionista não passa de uma especulação. E, como tal, não
está de acordo com os critérios de observação e experimentação estipulados pelo
método científico (MALAFAIA 2009, p. 11).
O que se percebe, é que em alguns casos
a ciência se mostra parcial quantos às suas teorias e que, de certa forma, crê
nelas de forma incondicional.
O texto resenhado
relata sobre o “abuso” literário praticado em escolas britânicas, onde, segundo
o autor, a religião é priorizada em detrimento das verdades científicas.
Trata-se também sobre os supostos males que podem ser causados pela fé
incondicional. Sua leitura é mais direcionada a pessoas interessadas em
ciências filosofias e religião, bem como seus contrastes.
Sobre o autor: Richard Dawckins é
professor em Charles Simony de Compreensão Pública da Ciência da Universidade
de Oxford. Seus livros
incluem The Selfish Gene, The Blind Watchmaker, River Out of Eden e, mais
recentemente, Climbing Mount Improbable. Este artigo foi
adaptado de palestra proferida na ocasião do recebimento do prêmio Humanista do
ano de 1996, da Associação Humanista Americana.
Autor da Resenha: Abraão de Oliveira Sousa.
REFERÊNCIA:
MALAFAIA,
Silas. Criação x Evolução: Quem está
com a verdade? Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2009.
Nenhum comentário:
Postar um comentário